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Um fractal é a representação de uma função geométrica que pode ser dividida em partes, cada qual semelhante ao objecto original. Portanto, os fractais são auto-similares, independentes de escala, possuem uma área finita e um perímetro infinito – terminam onde o ser humano deixar de conseguir observar. A sua origem remonta a meados do século XIX, altura em que eram chamados de Demónios e bastante subvalorizados. Com o tempo percebeu-se que a geometria clássica não conseguia explicar todas as proporções dos fenómenos naturais estudados na altura e começaram a virar-se para os fractais, que diga-se, sem computadores são uma verdadeira dor de cabeça. Foi Benoit Mandelbroot, em 1960 e tal, e com a ajuda dos pioneiros da informática, que começou a usar a palavra “fractal” e a desvendar os seus mistérios.

Contudo, muito antes disso, muito antes da aurora da Humanidade, muito antes sequer de Pitágoras desenhar o seu primeiro triângulo, já os brócolos e os fetos eram garbosos fractais naturais.

E é esta a explicação básica do que é um fractal. Não serve para grande coisa à maioria da população mundial – exceptuando o caso de o caro leitor ser um matemático teórico, porém assim sabe melhor do que eu o que raio é um fractal – mas são coisas muito engraçadas de se fazer num dia de chuva. Se estiver sozinho (a), claro.

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