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Luís Romudas, a bem da verdade, mal consegue resolver equações de segundo grau. Qualquer mistério básico da trigonometria causa-lhe suores frios e tremuras, enquanto a simples menção do nome Descartes lhe provoca graves ataques de apoplexia. Reprovou várias vezes à disciplina de Matemática ainda no ensino básico e sempre com elevada distinção.

No entanto, a sua curiosidade levou-o muitas vezes a sondar os meandros da matemática aplicada à Física. Chegou a perceber, durante dois ou três longos segundos, a Teoria do Caos e todas as suas nuances. Obrigou-se a ele próprio a entender a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, porém ainda tem sérias dúvidas quanto ao significado intrínseco da expressão “movimento contínuo”, apesar de ter lido o enunciado da Teoria oito vezes seguidas.

Como se vê, Luís Romudas, dificilmente poderá vir a ser um matemático, quanto mais um matemático brilhante capaz de projectar estas beldades usando somente a própria mão, um lápis e uma equação algébrica. Seja como for, gosta muito de “criar” fractais e acha que até tem «algum jeitinho para estas merdas», segundo as palavras do mesmo.

Nota: Também acha que tem «algum jeitinho» para escrever e para fotografar. O local onde terá ido buscar estas ideias permanece incógnito.

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